sexta-feira, 15 de abril de 2016

VINTE MESES

estou “fuçando” há algum tempo. Talvez tempo demais. Fico feliz que o Facebook não tenha aquela insuportável função de indicar os últimos visitantes, pois ele poderia achar que possuo algum tipo de psicopatia, ou pior, poderia COMPROVAR que tenho essa  psicopatia, e isso não seria legal para um primeiro encontro. Bem, na verdade não sei se posso chamar de encontro o ato de me reunir com uma dúzia de pessoas para simular um reality show da TV.

Já ia desligar o computador, quando algo me chamou a atenção: Ele era fã de Pokémon. Imediatamente senti que várias butterfrees voavam no meu estômago, isso me atrapalhou a dormir, o sentimento de expectativa estava grande e isso seria um enorme problema, seriam horas rolando na cama e o resultado disso seria que acordaria com cara de zumbi e um par de olheiras que desceriam pelo meu queixo, com sorte talvez ele pudesse achar engraçado, vou torcer por isso...

Obviamente me atrasei. Ele já estava lá. Ele era bem melhor que nas fotos, e considerando que tinha passado um bom tempo olhando para elas, isso prova o quanto ele era incrível. Perante isso existia um outro impedimento: Será que ele era legal? E foi aí que ele abriu a mochila e tirou um Pokémon de pelúcia. Quem leva um Pokémon de pelúcia para uma gincana numa manhã de domingo? O amor da minha vida leva!

Tudo o que ele falava eu concordava. Tudo o que eu falava, ele questionava. Nossa, tínhamos muitas coisas em comum, o signo era o mesmo, as opiniões eram semelhantes... Ele era perfeitamente a pessoa que sempre idealizei encontrar e que achava que existia somente em séries adolescentes americanas. Ele era a pessoa!

Naquele momento ouvi sininhos, não os sinos mágicos que ouvimos quando nos apaixonamos, mas o sino de um vendedor de pipoca, pois estava no meio de um parque lindo, um local ideal para se começar uma grande história de amor.

Ouço alguém chamar meu nome e imagino que tenha ficado um bom tempo em transe, percebi que apenas quatro pessoas compareceram ao evento e as chances de fracassar eram infinitas, não queria ir embora. Daí por diante tentei me controlar, tinha acabado de sair de um relacionamento e ainda não estava totalmente recuperado, porém algo me prendia àquele menino, um desejo de ficar perto, uma vontade de não ir embora.

Ele decide ir ao banheiro. Espero um momento, me controlo para não ir atrás. Vou atrás e me olho no espelho. Não é tão ruim quanto eu imaginava: os olhos estão um pouco vermelhos, mas as olheiras não estavam gritando para eu dormir. Quando voltamos, ele me dá um abraço bem apertado e sua bochecha encosta na minha. Um arrepio sobe na minha espinha. Preciso me controlar. Me controlo... Me controlo demais...

Um controle tamanho a ponto de nada ter acontecido. Os meses se passaram e algumas coisas aconteceram na minha vida. Coisas boas. Coisas ruins. Mudanças!

Um belo dia, eis que ele aparece para falar comigo. Queria me convidar para uma festa. Não uma festa qualquer, mas uma festa que eu amava. Era uma festa à fantasia, ficamos horas conversando, debatendo sobre como nos fantasiaríamos. Conclusão: fomos de Ash e Pikachu, e foi um grande sucesso! Aquela festa poderia ser o local perfeito para que uma nova história começasse. Em meio a uma dança nos beijamos, contudo, sininhos mágicos não soaram, pelo contrário, tocava É o Tchan... 

O que aconteceu? Onde estava aquele encantamento que havia nascido no parque? Eu não entendi... Ele muito menos...

Mais uma vez o tempo passou...

Faz muito tempo que não conversamos. Um afastamento. Os eventos com fãs de reality show haviam diminuído, e, desde a festa de carnaval, parecia que algum tipo de bloqueio havia surgido entre nós. Acho que seremos apenas amigos, ou nem isso?

É manhã de domingo, e a primeira coisa que faço quando levanto, é ver se estou com olheiras horrorosas. São quase dez horas e mais uma vez estou atrasado. Fazia tempo que não ia a nenhum evento de simulador de jogos, mas dessa vez muita gente havia confirmado. Ele havia confirmado...
Como de costume, cumprimento todas as pessoas com um beijo no rosto e um abraço e foi nesse momento que recebi o abraço que me fez ouvir sininhos, sinetas, sinões e sirenes. Que magia tinha aquele parque para me deixar assim? Como eu poderia me ver interessado em alguém apenas por um abraço, sendo que com o beijo nada tinha acontecido?

Quando volto para casa, estou pensativo. Não tenho noção do que fazer e quando estou sem noção faço coisas idiotas como abrir uma janela de chat e começar a falar sem limites. Alguém precisava me parar, pois minha boca de metralhadora estava incontrolável, eu não só tinha me declarado, como já debatia sobre os nomes dos filhos...

16 de abril de 2014, há dois anos...
Chego ao shopping com duas horas de atraso. Com certeza ele ia me dispensar, eu me dispensaria. E quem é que vai a um primeiro encontro usando um cardigã? Quem eu pensava que era, algum personagem gay do Glee? Para o meu conforto ele também não era muito normal. Dessa vez não tinha levado um Pokémon, tinha levado uma maleta de primeiros socorros, era o seu material de trabalho da faculdade. Não demorou muito para ele querer me examinar. Estávamos no meio da praça de alimentação, onde ele me obrigava a colocar a língua para fora, para ver se eu prestava por dentro (isso foram palavras dele).  Fiquei assustado e torci para chegar a hora do filme. Inventei uma desculpa e saímos da praça de alimentação. Demos a volta em TODO o shopping a procura do cinema, cinema este que ficava logo à frente da praça de alimentação.

Foi ali que tudo começou. 


Dois anos atrás...
Dois anos de mordida.
Dois anos de carinho.
Dois anos de beijinho.
Dois anos de briguinhas que terminavam em mais mordida, carinho e beijinho.
Dois anos que parecem cem...

Dois anos podem parecer muito tempo, mas o fato é que a certeza que tenho nesses dois anos, é a mesma certeza que tive nos primeiros dois minutos desse mesmo dia... 


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

EPISÓDIO VI - AS PRINCESAS ENCANTADAS

SURVIVOR DISNEY



Enquanto isso na tribo Animais Falantes

Aladdin foi o primeiro a acordar em seu dormitório na manhã seguinte. Continuou deitado por um momento, observando as ondas baterem com violência nas pedras da praia. As horas pareciam se arrastar uma eternidade. Ele sentia falta de Agrabah, sentia falta de seus amigos e, principalmente, sentia falta de Jasmine. Finamente o sol tinha voltado a brilhar e isso trouxe um ânimo maior à tribo Animais Falantes, isto é, menos ao pobre Aladdin.

A julgar pelos risos, gritinhos e palmas, Branca de Neve e Tiana pareciam terem voltado às boas. As princesas se banhavam no mar como se fossem amigas de infância. Foi enquanto pulava uma onda, que Tiana se abriu e confessou que se sentia deslocada por ser uma princesa da nova geração, pois tinha certeza de que Branca de Neve preferia ter amigas como Ariel. Internamente, Branca de Neve concordou, era uma princesa clássica e tinha um pouco de aversão para com as novatas, no entanto estava ali para um jogo e não podia transparecer, abraçou Tiana como se fosse Ano Novo, mesmo sabendo que ela seria seu próximo voto.

Mowgli e Fera passaram a manhã construindo castelos de areia, a dupla havia construído mais que uma aliança, mas também uma amizade. O fato é que o menino lobo se identificava muito com a fera peluda, era como se fossem da mesma família. Ele sabia que o possível envolvimento entre Fera e Branca de Neve, poderia trazer algum tipo de dor de cabeça, e isso fez com que ele investisse ainda mais na amizade, não demorou muito para Fera deixasse claro que Mowgli era o filho que ele não teve.

Todos estavam distantes quando um grito de desespero chamou a atenção. Hans estava com uma aparência assustadora. Os cabelos, sempre impecáveis, agora lembravam um cachorro que não tomava banho há semanas. O peito estava nu e suas botas haviam abandonado os pés. O rapaz chorava copiosamente, enquanto procurava por algo que ninguém sabia o que era. Choroso acusou que alguém no acampamento o havia atacado, roubaram seu pingente real e que essa pessoa deveria ser punida. Branca de Neve, penalizada, até pensou em lhe dar um abraço de consolo, no entanto o odor que Hans exalava, não permitia que alguém sem máscara de oxigênio chegasse perto. 


Enquanto isso, na tribo Fada Madrinha...

Indo direto a uma pedra em formato de cogumelo, embaixo de um enorme coqueiro, Chapeleiro acomodou-se confortavelmente e desenrolou algo que parecia uma toalha feita com várias ceroulas costuradas, ao mesmo tempo em que pegava uma xícara, toscamente feita com um pedaço feio de concha. Ignorava os olhares curiosos dos outros habitantes da tribo. A xícara continha um líquido de aparência suspeita, uma mistura de água do mar, areia e folhas secas. Imaginando vagamente como é que nunca tinha pensado em fabricar seu próprio chá, já que era uma ideia muito inteligente, Chapeleiro ingeriu o líquido. Um segundo depois estava desmaiado, sendo sacudido por uma Úrsula que parecia contente em sacudir alguém.

O sol já estava se pondo quando os participantes foram informados que a prova daquela tarde teria uma grande recompensa aos vencedores. Na mesma hora, Edward teve a certeza que poderia encontrar sua princesa, mesmo que isso fosse um grande alívio aos demais, pois já não aguentavam mais os choros e cantorias do príncipe, no entanto já haviam se conformado que o prêmio poderia não ser esse. Ariel torcia por uma mistura de tribos, não se sentia bem em jogar contra Branca de neve, além do mais, sua única aliança era o Chapeleiro Louco, e isso definitivamente não era algo que lhe causava tranquilidade. Ela não tinha nem pernas, o que dirá um plano. Temia que tivesse que se aliar a Úrsula, isso fazia suas escamas se arrepiarem. Pocahontas e Tarzan pareciam estar fechados para qualquer outro tipo de contato com outras pessoas.

Ambas as tribos já estavam posicionadas no local da prova. Nitidamente dava para ver um clima ruim vindo na tribo Animais Falantes. Hans olhava com asco para Aladdin, tinha acusado ele de roubar o pingente e isso criou um mal estar naquela tribo.

Em contrapartida, a tribo Fada Madrinha parecia bem mais tranquila que o habitual, principalmente por Edward, que estava disposto a vencer a todo custo.
Aparentemente a prova parecia simples, eles teriam que passar por uma porta para resolverem, juntos, um enigma. Aladdin e Edward se ofereceram para passarem pela porta. Em meio aos gritos de suas torcidas, os rapazes abriam a porta.

Um fedor horrível entrou por suas narinas, Aladdin teve a certeza que era um cheiro pior que o de Hans. Com os olhos lacrimejando, eles viram dois enormes caldeirões, cada um com chamas de uma cor diferente e um frasco de vidro ao lado. Aladdin correu para o caldeirão de chamas azuis e encheu seu frasco de vidro, Edward o imitou. Nada aconteceu. Partiram então para o segundo caldeirão, esse tinha um cheiro pior. Edward já estava pensando em beber, quando Aladdin notou dois caldeirões vazios que se escondiam nas sombras, foi aí que concluiu que teriam que fazer uma poção. Quando tocaram nos caldeirões vazios, uma parede mágica surgiu e, em letras verdes brilhantes, constava a receita da poção. Começaram a trabalhar e, ao final, correram de volta à porta. Para a surpresa de ambos, Tiana e Ariel os aguardavam, cada uma com uma taça, elas deveriam provar as poções.

Aladdin chegou primeiro e entregou o frasco para Tiana. A princesa bebeu num único gole. Era como se o gelo tivesse invadido o seu corpo. Tiana havia se transformado em um sapo. Do outro lado, ao ver a rival pulando e coaxando, Ariel entrou em pânico, precisou ser segurada para beber a poção de Edward. Um espiral de água rodeou o corpo da sereia, e em poucos segundos ela havia recebido um par de pernas.

Vitória da tribo Fada Madrinha!

Como recompensa, os vencedores teriam um delicioso chá da tarde, com tudo o que tinham direito. Ao ouvir a palavra Chá, Chapeleiro Louco chorou desesperadamente. Pediu para repetirem mais uma vez qual seria o prêmio. Pela primeira vez parecia irritado e com vontade de ir para casa... Até que se tocou que sua tribo havia vencido e que não tinha razão para sofrer. Não demorou muito estava dançando com Ariel, que com pernas mostrou-se uma excelente dançarina.

A história termina para mais um...


Nas horas que foram se passando, até o momento da eliminação, Branca de Neve não pôde deixar de reparar que havia uma pessoa na tribo Animais Falantes, que não parecia muito triste com a derrota da tribo. Hans encenara uma grande demonstração de tristeza tão exagerada, que ficou nítido que o príncipe no fundo estava radiante por terem perdido a prova. Provavelmente ele já tinha planejado alguma jogada para eliminar alguém, restava saber quem. Branca de Neve viu-se devaneando cada vez mais sobre quem seria o grande alvo de Hans, que não percebera que, embaixo de seu nariz, Tiana e Fera ficavam cada vez mais próximos.  

O fato era que tanto Tiana quanto Fera haviam mudado de forma por culpa de algum tipo de encantamento, e aparentemente tinham muitos assuntos em comum. Ignorando totalmente o jogo, eles pensavam em como poderiam, juntos, voltarem a suas formas originais. Sabendo que encantos são quebrados com beijos, Branca de Neve, fechou a cara e não voltou a falar com Tiana até a hora da grande votação de eliminação. 

Nos últimos minutos antes da votação, Branca de Neve encurralou Hans atrás de uma árvore e lhe prometeu aliança eterna, se ajudasse a eliminar Tiana. O príncipe sorriu diabolicamente e aceitou.

Todos estavam sentados em volta de uma grande fogueira. Fera, Mowgli e Tiana sentavam juntos. Branca de Neve fazia tipo e tentava não olhar para eles, cantarolava algo e alguns passarinhos faziam coro. Aladdin tentou ficar mais afastado, mas Hans sentou ao seu lado, como forma de desafio.

Primeiro voto: Branca de Neve! Ela olhou espantada para Hans, mas ele balançou a cabeça para que ela fosse paciente.

Segundo voto: Tiana! Branca de Neve se levantou e, sendo falsa, se inclinou para abraçar o sapo em que havia se transformado a outra princesa.

Terceiro voto: Branca de Neve! E ela soltou Tiana sem entender o que se passava.

Quarto e quinto votos: Hans! Hans e Branca de neve trocaram olhares, então estava entre eles?

Sexto voto e novo eliminado do Survivor Disney: Branca de Neve! Não se deve confiar em um vilão...

Pra casa agora eu vou, pararatibum!


VAI CONTINUAR SIM!

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Episódio V – O FRIO NÃO VAI MESMO ME INCOMODAR

SURVIVOR DISNEY



O dia seguinte amanheceu muito claro e frio. O casaco de Cruella estava impregnado por um chá de gosto duvidoso, após ter sido beijada pelo Chapeleiro Louco, as suas chances com Príncipe Edward tornaram-se tão impossíveis quanto Ursula vencer um concurso de beleza.

Pocahontas e Tarzan, após iniciarem uma aliança com Ursula, deixaram um pouco o romance de lado, a passaram a traçar estratégias, era fato que Ariel dificilmente se sentiria segura em uma aliança com sua maior rival, ou seja, teriam que conquistar a confiança de Chapeleiro, pois assim ficariam na maioria.

Enquanto isso na tribo Animais Falantes. Tiana acordou muito cedo, embora soubesse que isso provavelmente a prejudicaria na prova que viria mais tarde, não conseguiu mais dormir após ouvir muito barulho vindo da barraca ao lado. Nunca descobriu a origem do som, assim como não conseguiu descobrir a razão do vestido de Branca de Neve estar com tantos pelos marrons e, muito menos, o motivo do Fera parecer tão estranho e distraído durante o almoço, quando, ao avistar Branca de Neve, comeu a casca de banana e jogou o recheio fora.

 Príncipe Hans parecia ter ficado muito perturbado com o sumiço de Wendy. Tornou-se comum ele passar muito tempo olhando o céu, mas agora não fazia quase mais nada. Nem a aproximação de Mowgli e Aladdin, conseguiu fazer o príncipe sair de seu transe. A grande verdade é que estava apavorado, havia recebido quatro votos e não podia perder.

Quando chegou a hora da prova, o tempo esfriou muito. As árvores em torno da ilha estavam cinza-gelo e o mar parecia metal congelado. Cruella era a única que parecia feliz, seu pesado casaco de pele causava inveja em todos os demais, principalmente em Tarzan e Mowgli, que andavam praticamente nus. Não foi surpresa para ninguém, que a neve estava ali propositadamente. A Rainha Elsa precisou abrir mão de todos os seus compromissos, quando foi contratada para a prova. 

A prova era a seguinte: Um membro de cada tribo teria que abrir mão de um bem precioso e que seria congelado. Após isso acontecer, todos os demais se uniriam para recuperar este item, fazendo com que o gelo derretesse. Para seu grande desespero, Cruella cedeu seu casaco de peles. A outra tribo, por sua vez, congelou a própria Branca de Neve.

Hans, Fera e Mowgli se reuniram a Tiana e Aladdin e começaram a tentar quebrar o gelo, sem sucesso. Como uma surpresa para Cruella, os outros jogadores de sua tribo pareciam não se importarem com a prova, e agora faziam uma animada partida de guerra de neve. Cruella tremia e xingava, mas era apenas ignorada. Fim de prova. Vitória Animais Falantes!

O jogo definitivamente havia terminado para Cruella de Vill, mas nem o fato de sua tribo ter perdido de forma tão covarde e, muito menos, o fato de estar praticamente sozinha na tribo, a deixava tão arrasada quanto ter perdido seu casaco preferido. Já estava pronta para deixar a competição, quando recebeu a seguinte notícia: MOTIM!

O Motim funcionava da seguinte forma: O participante que não estava feliz em sua tribo, poderia simplesmente debandar para o lado inimigo.

Era a esperança de Cruella, não pensou duas vezes. Olhou os antigos companheiros e soltou palavrões que jamais apareceriam em histórias da Disney, após isso foi abraçar seus novos companheiros... Minutos depois foi eliminada pela nova tribo...

Além de seu social ser péssimo, tentou transformar o Fera em casaco. Volte à Londres, Cruellinha.


Cruella Cruel, é mais traiçoeira que uma Cascavel...


CLARO QUE CONTINUA...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

EPISÓDIO IV – SALVEM AS "PRINCESAS"!

SURVIVOR DISNEY


Nos dias que se seguiram, Tarzan continuava em seu encantamento pela índia Pocahontas, que também parecia muito interessada no rapaz e parecia não se importar com a opinião dos demais. Enquanto a tribo passava por dificuldades, como falta de água e comida, o homem da selva presenteava a índia com as melhores frutas que encontrava na ilha. Ursula, que havia se tornado melhor amiga e apoiadora do novo casal, também desfrutava dos presentes. Falando em Ursula, ela e Cruella romperam de vez a amizade e tornaram-se inimigas mortais, a briga teve início após o afastamento de Cruella não ter tido apoio da, até então, amiga, por conta de sua paixão pelo príncipe Edward. Ursula não se importava, estava com Tarzan e Pocahontas, ou seja, em maioria.

Do outro lado da ilha, a Aliança dos Excluídos continuava firme e forte. Manipular inocentes era a especialidade do príncipe Hans, Mowgli e Wendy faziam tudo o que o príncipe pedia. Seu grande rival era Aladdin, que por ser forte e ágil, em breve se tornaria um oponente perigoso, precisava se livrar dele e já tinha o plano perfeito: A sabotagem! Se perdessem a prova, poderia conseguir que seus aliados votassem no mendigo, e assim, além de se livrar de um possível vencedor, também acabaria com a aliança de Aladdin e Tiana. Depois precisaria apenas se livrar da Fera e assim se consagraria o rei da tribo.

Era mais um dia de provas. Enquanto a Tribo Animais Falantes já tinha o possível eliminado caso perdessem, a Fada Madrinha apresentava-se total desordem após o caos deixado com a eliminação de Megara. Quem saísse vitorioso nessa disputa, ainda poderia sair atrás de pistas para um novo ídolo de imunidade.

No meio da ilha foram instaladas duas grandes torres, onde duas vítimas indefesas precisariam ser salvas das garras de um dragão mortal. Branca de Neve deu um passo à frente, apresentando-se com única princesa de sua tribo, o que deixou Tiana muito ofendida; Já que a outra tribo ainda não havia decidido qual vítima seria aprisionada, Cruella viu que aquela oportunidade seria perfeita para conquistar de vez o coração do príncipe Edward, portanto se ofereceu como vítima. Nem mesmo Ursula foi contra, porém deixou claro que torceria pelo dragão; Wendy foi a vítima escolhida da outra tribo, Branca de Neve e Tiana estavam muito ocupadas rolando na areia, numa briga digna de final de filme.

O príncipe Hans ficou muito satisfeito de ver o desentendimento entre as duas princesas, pois isso significava que dificilmente poderiam criar uma aliança, após a eliminação de Aladdin, poderia facilmente trazer Tiana para seu lado, e em seguida dar um fim na Fera.

No alto da torre, Cruella reconheceu o dragão. Era nada mais e nada menos, que Malévola, uma de suas melhores amigas. Teria respirado aliviada, se não tivesse recebido uma rajada de fogo. Malévola poderia ser amiga, mas estava sendo muito bem paga par ao papel de monstro terrível. A tribo começava o salvamento, Edward já estava no meio da torre, mas se atrapalhou e caiu... Nos braços de Ursula, deixando Cruella furiosa com a cena. A queda de Edward foi uma vantagem para os adversários. Hans, estava já estava no alto da torre, mas para sua surpresa (e também alegria), o lugar estava vazio. Onde estava Wendy?

Malévola investiu contra o príncipe, que caiu desmaiado de medo. Na outra torre, Cruella lutava para não ser salva, uma vez que, após a queda de Edward, Chapeleiro Louco havia assumido seu lugar. Em meio a muitos protestos, Cruella foi salva e a tribo Fada Madrinha venceu o desafio. 

O clima na Animais Falantes não estava dos melhores. Mesmo tendo perdido a prova, após o desaparecimento de Wendy, Hans não via sucesso em seu plano, pelo contrário, o fato de ter desmaiado colocou uma corda em seu pescoço real, sendo assim, levou os quatro votos suficientes para sua eliminação. O que ninguém esperava era que a votação daquela noite havia sido anulada!

Horas atrás, no alto da torre, enquanto Malévola se distraía com Cruella, Wendy recebia a visita de um conhecido amigo. Peter Pan não aguentou de saudades e invadiu a ilha. A presença do menino mexeu com Wendy de uma forma tão grande, que isso foi suficiente para que a mesma abandonasse o jogo e voltasse com o amado à Terra do Nunca.


Aff Wendy, sua quitter

ÓBVIO CONTINUA...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

EPISÓDIO III - NÃO MINTA PARA AS BRUXAS

SURVIVOR DISNEY



O Príncipe Hans estava se banhando no mar, quando, de repente doze enormes navios apareceram. Ele não acreditou quando viu que seus doze irmãos mais velhos haviam aparecido na ilha para lhe resgatar. A princípio ele tentou correr, mas algo estava lhe prendendo na perna, era uma corrente. Tentou gritar, mas a voz não saia... Ele acordou suado... Era tudo um sonho, ou será uma premonição? O fato é que desde que o jogo começou Hans ainda não tinha tentado nenhuma jogada, sentia-se frustrado naquela tribo, cheio de personagem do bem, mas por alguma razão ninguém ainda havia reparado nele. Foi aí que uma luz se acendeu em sua cabeça, pois outros personagens andavam sofrendo com o mesmo problema: Mowgli e Wendy. Desde o primeiro dia, o príncipe das Ilhas do Sul, reparou que Branca de Neve andava muito chegada à Fera, Tiana e Aladdin também pareciam terem muita coisa em comum, no entanto Hans, Wendy e Mowgli, seguiam sem fortes alianças. Assim surgiu a Aliança dos Excluídos.

Na Tribo Fada Madrinha, dois romances davam seus primeiros passos. Quando Cruella descobriu-se completamente apaixonada por Edward, a mulher não pensava mais em jogo, nem em dálmatas e a raiz de seus cabelos começavam a pedir retoques. Ursula não estava gostando nada disso, mas ao falar com Megara, a suposta aliada não demonstrou muito interesse. Alheios a todos, Tarzan e Pocahontas não se desgrudavam mais, também não faziam questão de esconder de ninguém este romance. Seria a hora perfeita para que um deles fosse eliminado, pois casais são perigosos, pensou Ursula, no entanto eram excelentes participantes para vencer prova, diferentemente de Cruella e Edward. Ursula começou a pensar que seria uma boa hora de conseguir novos aliados...

As cornetas anunciaram a hora da prova de imunidade. Três participantes de cada equipe teriam que se enfrentar numa corrida de carruagens feitas de abóbora, mas para isso precisariam confeccionar as carruagens. Fera usou toda sua força para carregar as grandes abóboras, isso combinado ao talento de Tiana na cozinha, foi suficiente para conseguirem terminar os veículos primeiro. Wendy, por ser a mais leve, tornou-se a passageira da abóbora. Enquanto isso, na outra tribo, Pocahontas, Tarzan e Ursula trabalhavam juntos, a vilã aproveitava o momento para tentar uma aliança com o provável casal, mas ninguém lhe dava atenção, seu egocentrismo não a permitia ser deixada de lado, a bruxa explodiu de raiva e também explodiu a abóbora. Conclusão? Perderam a prova.

Como prêmio pela vitória, a tribo Animais Falantes ganharam ingredientes para um chá da tarde, o que deixou Chapeleiro muito animado, muito mais animado do que, minutos atrás, quando havia encontrado uma pista para o ídolo de imunidade. Até que ele se lembrou que estava na tribo perdedora, ficou tão frustrado, que entregou sua pista para Megara, e passou a propor charadas a um caranguejo qualquer da praia.

Chegou à hora da votação, Ariel não queria ter perdido, já não havia mais água em seu aquário, apenas lágrimas. Ursula ainda estava irritada, berrava maldição contra todos, até contra mim. Cruella a tranquilizou, dizendo que todos votariam na sereia, e isso resultou em Ariel usando seu ídolo falso. Ao saber que a Pequena Sereia estava com seu ídolo, Ursula olhou imediatamente para Cruella e Megara. Quando foi revelado que o ídolo era falso, Ariel não pensou duas vezes e revelou que Megara havia lhe entregue aquele ídolo.  BUM!


Cruella e Ursula olharam com ódio para a traidora. Enquanto Ariel, Chapeleiro e Megara votaram contra Ursula, todo o resto votou em Megara, que foi eliminada com 5 votos.

Meu coração não se emenda, tudo é tão lindo no início...

EPISÓDIO II - AS CORES DO VENTO

SURVIVOR DISNEY



O dia começou com muito sol. Alguns moradores da tribo Animais Falantes, sofriam com o calor, principalmente as princesas Branca de Neve e Tiana. Apesar de não serem amigas, conseguiram achar um ponto em comum. Convencidas por Lilo, transformaram seus vestidos em trajes Havaianos, a ideia teria sido sensacional, se elas tivessem material de costura., ou seja, o resultado foi desastroso e causou uma grande discussão contra a menina. Wendy, que observava a cena de longe, logo tratou de se oferecer para consertar as roupas.

Na outra tribo, Ursula e Cruella tramavam um plano para transformar Megara na pior vilã do universo, fariam isso para se livrarem de um possível alvo, só não imaginavam que a moça era muito mais esperta que elas. Megara sabia que Ursula possuía um ídolo de imunidade, sem que ninguém visse, ela roubou o objeto e presenteou Ariel, formando assim uma aliança secreta, que ainda contava com Chapeleiro Louco – que não fazia ideia do que estava fazendo ali.

O grande plano de Megara surgiu após outros participantes perceberem o desaparecimento de seus objetos pessoais. Príncipe Edward estava inconsolável com o sumiço de sua espada, chorava sem parar. Foi quando Tarzan farejou algo estranho em cima de uma das árvores. Sem pensar duas vezes, o homem da selva balançou a árvore. Todos ficaram espantados quando uma índia despencou em seus braços. Seu nome era Pocahontas e ela era uma nova participante.

As cornetas anunciaram que as tribos se enfrentariam na primeira prova. A tribo Animais Falantes ficou bastante surpresa com a eliminação de Hero, e mais surpresa ainda ao verem Pocahontas, no entanto, quem não tirava os olhos dela era Tarzan.

A prova não era simples. Eles teriam que correr até o mar, resgatar dez ostras douradas e com elas formar um desenho na areia. Apesar da tribo Fada Madrinha possuir duas representantes que viviam no mar, Edward continuava deprimido pela perda da espada, e recusou-se a ajudar. Branca de Neve correu com a última concha, já estavam prontos para formar o desenho, Lilo ficou nervosa, tropeçou numa concha e esta se partiu. Os participantes da outra tribo perceberam que essa era a chance, Pocahontas atirou-se no mar e trouxe todas as outras conchas restantes. Ursula colocou todos os tentáculos para trabalhar e fez uma obra de arte. Tribo Fada Madrinha imune!

Começa a votação e Branca de Neve se desespera, havia sido muito esnobe com todos ali presente. Num ato sem pensar, ela tira um ídolo da imunidade. Todos os votos contra ela seriam anulados. Branca era mais esperta do que aparentava, anos sendo maltratada pela Rainha Má, lhe ensinaram alguns truques. Quando esteve com Ursula, sem que esta percebesse,  trocou o ídolo da bruxa, por um ídolo falso. Ela só não imaginava que seu alvo era menor que o de Lilo, nem mesmo com a ajuda de seus aliados Tiana e Aladdin, a menina conseguiu sobreviver. Lilo levou 5 votos e Mowgli, que nem tinha aparecido no episódio, levou 3.


Aloha Lilo...


CONTINUA...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

SURVIVOR DISNEY



EPISÓDIO I

Era uma vez...


E foi com essas palavras que grandes personagens de histórias infantis, foram transportados para uma ilha mágica, onde teriam que viver uma nova aventura para conseguir o seu Feliz Para Sempre. Um grande aquário móvel foi instalado na ilha, assim Ariel poderia se locomover com facilidade. Os ilhados até estavam animados. Cruella olhava com cobiça para os pelos de Fera, Tarzan e Mowgli também examinavam curiosos, e assim uma grande afinidade começou entre os dois. Branca de Neve fazia tipo, se achava a princesa mais importante, e não queria fazer amizade. Ursula paquerava o Príncipe Hans, que paquerava Tiana. Megara tentou ficar na sua, mas logo estava tomando chá com Chapeleiro e Wendy. A produção do programa precisou retirar todos os aparelhos eletrônicos de Hero, o menino ficou triste, mas Lilo logo o consolou, explicando que Ohana era família e blábláblá.

Os personagens foram divididos em duas tribos. Na Tribo Animais Falantes, ficaram: Aladdin, Wendy, Fera, Lilo, Mowgli, Hans, Tiana e Branca de Neve. A outra tribo chamava-se Fada Madrinha e era composta por: Ursula, Cruella, Ariel, Megara, Chapeleiro Louco, Príncipe Edward, Tarzan e Hero. Não havia ninguém mais feliz que Ursula, que já tratou de aliar-se a Cruella para eliminarem Ariel. O plano de vingança tinha tudo para dar certo.


Antes de começar o jogo, ambas as tribos precisam escolher um integrante para tomar uma importante decisão. Branca de Neve, diz ser a mais experiente do grupo, e se oferece. Enquanto do outro lado, Ursula desliza seus tentáculos e passa a  frente de Tarzan, que já havia sido escolhido. Princesa e bruxa são levadas para outro ponto da ilha onde terão que escolher entre um conforto para todos da tribo, ou um ídolo de imunidade pessoal. Úrsula não pensa duas vezes e agarra o ídolo de imunidade, agora ela poderia usar para se livrar de uma votação futura. Branca parecia muito satisfeita com o conforto, passou toda a viagem sem trocar uma palavra com Ursula, isso irritou a bruxa, furiosa pulou sobre Branca e começou a lhe sufocar com os tentáculos, com muita dificuldade, Branca de Neve surpreendentemente começou a cantar, milhares de pássaros apareceram para lhe ajudar. Assustada, Ursula deslizou de volta para sua tribo.

O que Ursula não esperava é que aquela grande escolha nada mais era que um teste e, por ter pensado apenas em si, toda a tribo foi prejudicada. Enquanto a Animais Falantes desfrutarão de uma grande festa, a tribo Fada Madrinha, terá que escolher um integrante para ser eliminado. Era hora de fazer alianças para tentar se salvar de uma possível eliminação. 

Durante a ausência da tribo, algumas situações ocorreram e os ânimos não estavam felizes. Cruella espalhou um boato que dois filhos de deuses estariam pensando em se casar, Ariel, filha de Netuno, e Hércules, filho de Zeus. Isso não deixou Megara muito feliz e uma grande briga teve início. Enquanto Tarzan tentava separar, Chapeleiro gargalhava de tudo aquilo... No outro canto da ilha, Hero sofria pela falta de tecnologia.

A VOTAÇÃO

Ursula, Cruella e Megara aproveitaram a exclusão de Hero e tramaram para que o mesmo fosse eliminado, mas precisariam de mais dois votos. Megara tentou usar seu charme para convencer Príncipe Edward, mas o plano desceu pelo ralo, Edward era muito fiel a sua princesa e, por sua vez, resolveu colocar um alvo em Megara. Parece que a votação estaria entre Hero e Megara e tudo indicava que Megara voltaria para Grécia...  Num ato de desespero, a mulher começou a chorar e, magicamente, um grupo de ninfas gregas surgiu dando início a um grande musical. A canção terminou junto com o resultado da votação. Com 5 votos, Hero estava eliminado.
Tamanha foi a emoção de música, que Ariel resolveu dar uma nova chance a Megara, mudou seu voto e ainda conseguiu convencer seu único aliado, Chapeleiro Louco, a votar em Hero.

Seria o início de uma nova aliança?

Megara continuará do lado das trevas, ou finalmente se tornará uma princesa?   

Não percam o próximo episódio.

CONTINUA...



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

TEMPESTADE VEM


Lei de Murphy: O criador dessa lei foi o capitão da Força Aérea americana, Edward Murphy, e também foi a primeira vítima conhecida de sua própria lei. A Lei de Murphy tira vantagem da nossa tendência de enfatizar o negativo e não perceber o que é positivo. Ela se baseia nas leis da probabilidade - a possibilidade matemática de que algo vai acontecer.
Eu deveria estar escrevendo mais um capítulo sobre as confusões de Alice, mas andei me frustrando com o desenrolar dos acontecimentos. O fato é que com a popularidade (nome de um livro que estou escrevendo há mais de uma década) das Redes Sociais, os blogs andam acumulando poeira – poeira de leitores e poeira de bloggers. Minha preguiça em divulgar e ler outras publicações também não me ajuda muito. Tenho vários capítulos escritos, sei o que acontecerá no final, mas o tesão não está comparecendo, portanto deixo ela guardadinha na gaveta da saudade... Por enquanto.

Gosto muito de escrever sobre desventuras, talvez isso seja consequência de uma tal Lei de Murphy, tão colada a mim que desconfio ser minha irmã gêmea siamesa. Desde que conheci essa maldita lei, vi minha vida mudar. Buracos surgiam no meio das ruas; assaltantes ninjas roubavam meus pertences; cachorros famintos mordiam meu traseiro... E o que eu fazia para me defender? Apenas tirava proveito de tudo... Escrevendo, é claro!

Estava um dia maravilhoso, o sol na medida certa e os passarinhos tiveram o bom senso de não cantarem em minha janela. Se eu não tivesse acordado atrasado e por culpa de um pesadelo envolvendo zumbis aquáticos, até poderia declarar que seria um dia perfeito.

Vesti minha bermuda branca, minha melhor camisa, meu tênis vintage, me vi lindo e pronto para sair de casa e correr para reunião do teatro. Estava com a ideia ilusória que naquele dia talvez tivesse êxito ao trabalhar o meu lado social. Aliás, nunca estive tão anti-social como nos últimos tempos. A pressa e Murphy, mais uma vez ele, me fizeram sentir fome. A fome e Murphy me fizeram querer beber achocolatado. A pressa, a fome, a falta de atenção e Murphy me fizeram derramar o achocolatado na bermuda branca e assim tive que mudar todo o figurino. Ao colocar o pé na rua, minha figura já não era linda, nem alegre, nem nada que valesse uma música de bossa nova.

O trajeto até o ensaio só serviu para provar que zumbis aquáticos quem sabe até fossem gente boa. O céu começava a ficar escuro e o relógio a me dar sinais de que estava atrasado.

Quando cheguei à estação de ônibus, quebrei uma promessa. Costumo defender a ideia de que nunca, em hipótese alguma, correria para pegar qualquer tipo de meio de transporte. Minha reputação já estava morta, enterrada e recebendo flores. A luta foi tão grande para entrar no veículo, que nem percebi que não estava fazendo a coisa certa. Existem três tipos de linhas de ônibus. A primeira é a linha do tipo PARADOR, ela vai parando em todas as estações. Depois, linha do tipo EXPRESSO, para em algumas e ignora outras. Para finalizar tem as linhas DIRETAS, essa não para em nenhuma estação e é perfeita para quem precisa ir de uma extremidade à outra. Bem, eu só precisava descer na estação seguinte, mas como Murphy estava ali dando beliscões em minhas nádegas, obviamente eu tinha entrado na linha DIRETA.

Quando me dei conta da burrada cometida, passei pelo habitual hiato de três segundos antes de perceber que deveria estar me sentindo desesperado. Gargalhei internamente, de verdade, pela situação em que me encontrava. Olhei para o relógio, já estava uma hora atrasado e desejava que algum tipo de acidente pudesse me tirar de dentro daquele ônibus, contudo algo que não piorasse mais o meu visual.

Continuei pensando na melhor maneira de lidar com aquela situação. A melhor maneira de lidar com aquela situação seria me matar, mas a segunda melhor maneira era tentar me distrair com música, nesse instante comecei a apimentar a minha vida ouvindo Spice Girls, pois elas sempre conseguiram me deixar feliz.

Eu poderia ter me sentido muito animado ao descer do ônibus, e, de certo modo, até faria sentido, afinal de contas passei por quarenta e três estações rodoviárias – sendo que vinte e duas delas de forma desnecessária -, mas meu atraso já tinha contabilizado duas horas e uma chuva assustadora tornava tudo mais difícil. Quase chorei ao chegar à rua e encontrá-la alagada. Um rio repleto de doenças me separava de meu destino. Agradeci por não ter saído com a bermuda branca e o tênis vintage, porém isso não trazia luz ao meu dia de trevas... O mesmo não posso dizer da motocicleta que parou ao meu lado. Era um senhor de aparentemente quarenta e três anos (escolhi esse número para combinar com as malditas estações), ele me ofereceu ajuda para passar pela água. Lá estava eu na garupa de um desconhecido de aparentemente quarenta e três anos.

Mas, de qualquer modo, toda essa sequência de desventuras talvez servisse como trampolim para longas e divertidas conversas que poderia ter com o resto do elenco, uma vez que rir das desgraças da vida é algo maravilhoso. Não demoraria muito para trocarmos experiências, combinarmos saídas para eventos, firmarmos uma amizade verdadeira a ponto de criarmos vínculos fraternais...

Bem, quando cheguei à reunião, não aconteceu nada disso comigo e com o resto do elenco. Continuei destacado dos demais, tentando me infiltrar entre um assunto e outro. Na verdade a reunião já tinha terminado e eu estava muito sem graça por ter me atrasado tanto.

Não lembro ao certo com a história terminou. Talvez eu apenas tenha tirado proveito de minha invisibilidade para relaxar num canto qualquer. As Spice Girls cantando Viva Forever deixava tudo mais irônico e cretino. Tão irônico e cretino como eu. Por fim, fechei os olhos e voltei a gargalhar internamente, pois é isso o que sempre faço para fugir dos problemas. Sou o tipo de pessoa que vê a vida de uma forma crítica e cretina... Que ri de si mesmo, quando na verdade é pra chorar.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

CAPÍTULO 6 - O GATO... RAW

ALICE NO FUNDO DO POÇO

EPISÓDIO DE HOJE:

O GATO... RAW!




Narcisismo: Mais popularmente conhecido como "Complexo de Dora", descreve a característica de personalidade de paixão por si mesmo.A palavra é derivada da Mitologia Grega. Narciso era um jovem e belo rapaz que rejeitou a ninfa Eco, que desesperadamente o desejava. Como punição, foi amaldiçoado de forma a apaixonar-se incontrolavelmente por sua própria imagem refletida na água. Incapaz de levar a termos sua paixão, Narciso cometeu suicídio por afogamento.

Quando Alice Maravilha acordou naquela interminável sexta-feira 13, e coincidentemente seu aniversário,  não imaginava que estaria tomando chá com seu ídolo da adolescência. Três foram as vezes que derramou o chá em seu vestido lilás e definitivamente não conseguia engolir aquela bebida, não com aqueles olhos verdes e hipnotizantes em sua frente.
              Toda a situação anterior já estava resolvida, mas obviamente o constrangimento ainda pairava no ar. Laraxita, a verdadeira babá do Gato, que em nada lembrava Alice, era uma colombiana dotada de uma beleza peculiar, temperamento explosivo e seios imensos. Era alguém que provavelmente amedrontava o patrão, talvez seja esta a razão por ainda não ter sido demitida. Sem paciência nenhuma, e bradando uns xingamentos em sua língua nativa, a babá juntou os três bichinhos virtuais, ou melhor, os três filhos do patrão, e os atirou na lixeira mais próxima.
               Alice parecia mais calma e controlada, havia levado uns comprimidos de maracujá e sentia-se aliviada por todo ocorrido anterior ter sido um mero mal-entendido, ou seja, não terminaria o resto da vida na cadeia raspando a cabeça de sua futura esposa tatuada.
           — Me fale sobre a sua saúde — completamente canastrona, Alice tentava aparentar profissionalismo, no entanto era impossível ter algum tipo de respeito por uma criatura que circulava utilizando uma bolsa em formato de morango.
            — Jamais fiquei doente, minha saúde é perfeita... Tudo em mim é perfeito! — respondeu o Gato, enquanto procurava seu reflexo nos olhos da repórter.
— Mas... Mas... Eu olhei o seu lixo e estava cheio de lenço de papel, achei que estivesse resfriado...
— São da babá! Laraxita pegou uma gripe fortíssima.
Muito bem feito, a pessoa se propôs a vasculhar o lixo alheio, mereceu mesmo esse tipo de revés na vida. Não pensem que sou contra Alice, mas chega um momento que não dá pra defender.
A cara de nojo de Alice ao se livrar dos lenços furtados eram dignas de um quadro. Tentou mudar de assunto. O Gato fazia tipo, transparecia indiferença. Sua vida não havia mudado após o fim da banda Flop4; Não parecia ter envelhecido, ou amadurecido. Era um artista em processo. Tentou fazer novela, mas após uma briga com o diretor, seu personagem morreu pisoteados por hippies militantes numa causa estranhíssima: o casamento entre homens e cabras. Obviamente ele culpava os críticos por não compreenderem sua interpretação robótica, fruto de meses de treinamento em lojas de brinquedos especializados; Sua segunda aposta foi no ramo do Reality Show, porém ninguém se interessou num programa chamado “Me olhe e me inveje”, onde o Gato seria observado por 24 horas e no final receberia o prêmio de 5 milhões; Quando já beirava a miséria, chegou a ser sondado pelo maravilhoso mundo mágico da pornografia, mas não estava tão desesperado assim. Hoje em dia o Gato se mantém fazendo presenças em eventos ou atacando de DJ.
— E quanto a Flop4, tem contato com os outros integrantes da banda? — perguntou Alice, na primeira pergunta que realmente não sabia a resposta.
— Não falo sobre a Flop4!
— Por quê? Eram ótimos juntos. — Sentiu que aquela era a hora de colocar seu plano em ação. Conhecia bem aquele homem, seu principal defeito era ego... O dele e de muitos outras pessoas que conheço. — Soube que estão pensando em voltar como um trio...
— O que? Não falaram comigo! — Gato já havia se levantado e andava de um lado para o outro. — Jamais farão sucesso sem mim, sou a alma do grupo, o belo, a estrela!
— Eu também acho e até tentei argumentar com eles, mas pareciam decididos a voltar sem você. — Alice ligou seu gravador. — Então, qual o seu desejo?
— Eu... Eu quero voltar para Flop4!
Parabéns! Conseguiu sua matéria de capa!
Não muito satisfeita continuou a gravar.
— Só uma dúvida... Porque era pai de bichinhos virtuais? Nunca pensou em ter filhos? Veja bem, não me entenda mal, mas você é lindo, mora numa casa enorme... Imagina como seriam lindas as suas crianças.
— A verdade é que nunca encontrei uma mulher que fosse merecedora... Do meu... Do meu corpo...
Alice jurou para si mesma que controlaria a língua elétrica, mas isso era impossível. Era mais fácil sair voando pela casa. Quando viu, já tinha perguntado.
— Está me dizendo que você é... Virgem?
— Oi? — Lágrimas nervosas brotaram dos olhos do Gato.
Ela achou aquilo tudo muito fofo. Jogou a bolsa de morango para um lado, o gravador para o outro e, por fim, jogou seu corpo roliço para cima do ídolo.
Estava disposta a ajudar.
Alice, acima de tudo, sabia ser muito prestativa.     

AINDA ESTOU CHOCADO... MAS CONTINUA... 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

CAPÍTULO 5 - PÂNICO!

ALICE NO FUNDO DO POÇO

EPISÓDIO DE HOJE:

PÂNICO!




Cleptomaníaca: Pessoa que padece de cleptomania, que é um impulso mórbido que o leva a furtar coisas sem valor, apenas para satisfazer o "desejo".

        Uma Pessoa normal manteria a calma e esperaria tudo se resolver de forma civilizada. Uma pessoa como Alice Maravilha preferia agir como culpada, correndo, ofegante, em direção à porta, gritando por advogados e pensando para quem seria o telefonema que daria após ser presa, já que era sozinha no mundo.
            Dizem que em situações de perigo o ser humano desenvolve alguns talentos antes desconhecidos, isso explicaria aquela maçaneta quebrada em sua mão. Agora estava trancada e o que a consolava era que sua força recém-descoberta poderia ser útil quando estivesse na cadeia.
            — Então esse será o meu fim? Vou terminar meus dias na prisão, cercada por presidiárias com taras estranhas? — começou a chorar compulsivamente e jurou que nunca mais pegaria nada de ninguém, mesmo sabendo que não era verdade, uma vez que já estava tentada com uma toalhinha perdida atrás do sofá.
            Não sei bem como se daria a vida de Alice na prisão, talvez um pouco mais movimentada que a atual situação. Seria sortuda se conseguisse o coração de alguma das tais presidiárias com taras estranhas, viraria a princesinha da cela, quem sabe até se tornasse a Primeira Dama do presídio? Bem vantajoso para quem nunca namorou, ascensão na carreira.
            Uma sirene de polícia ecoou por toda casa... Espere, como assim dentro da casa? Aquilo não era uma sirene, era um grito agudo e irritante!
            —Polícia? Eu não roubei nada! — mentiu, após surripiar mais uma fotografia e dois bibelôs da estante. Escondeu-se atrás das cortinas, formando um calombo na parede.
            — Socorro! Socorro! Socorro! Onde está? Apareça ou eu morro! — Um homem alto e histérico gritava pela sala.
            — Por favor, não me prenda, hoje é meu aniversário e não quero ser presenteada com uma noiva careca e fã da Ana Carolina! — Pode parecer deboche, mas Alice estava toda trabalhada nas lágrimas. Abriu os olhos e ficou pensativa. Queria entender a razão de terem mudado o uniforme da polícia.
            O homem usava um pijama e era azul bebê. O homem tinha cheiro de bebê! O suposto guarda tinha o rosto pintado de verde abacate, seria camuflagem? Mas qual o motivo das pantufas?
            Ela encarou o guarda. O guarda a encarou.
            Finalmente a ficha caiu.
            Era o Gato!
            Sentiu-se como Chapeuzinho Vermelho na frente do Lobo vestido de Vovozinha. Onde estava o sorriso lindo? Que toca bizarra era aquela? Aquilo era outro sonho? Ou será pesadelo?
            — Onde eles estão?  — perguntou o ídolo.
            — No lixo! — respondeu a fã.
            — No lixo? Aqui só tem papel sujo, mas que brincadeira é essa, babá?
            — Oi?
            Alice não entendeu nada e, sem nenhum argumento, preferiu consolar o insano cantor decadente que, por sua vez, já havia perdido a compostura. Tomado por total descontrole, o artista ameaçou se jogar pela janela.
            Tudo já havia chegado ao seu limite. Alice agarrou o Gato pelo braço, chacoalhou-lhe pelos ombros e deu-lhe umas cinco bofetadas.
            — Onde estão meus bebês? — choramingou o Gato.
            — Você nunca teve filhos!
            — Não teria sentido contratar a senhora como babá se não tivesse filhos!  
            — Sei tudo sobre a sua vida. Minha adolescência se resume em doces, pornografias e revistas com você na capa!
            Alice era realmente uma esquisita e merecia todos os dramas que a vida lhe presenteava.
            De certa forma o cantor gostou de saber que ainda tinha uma fã. Por alguns segundos sorriu, mas a aparência ainda estava grotesca.
            — Gosta mesmo de mim? Que sorte ter uma babá como você!
            — Eu não sou babá! Sou Alice...      
            — Uma ladra?
            Os alarmes voltaram a berrar e os dois se abraçaram assustados.
            — Eu sou jornalista, vim pra fazer uma entrevista com você. Sou da revista No Fundo do Poço!
            A palavra “jornalista” surtiu um efeito assustador naquele homem, ele correu escada acima como se fugisse de um assassino de filme de terror, era muito narcisista para ser visto pela imprensa naqueles trajes.
            — Volte aqui! Você está lindo... — Os berros foram em vão. A jornalista só voltou a ver o homem uma hora depois, todo montado e lindo de morrer.     
            Enfim, com a serenidade de um idoso oriental, Gato explicou que seus bebês, sua companhia e família, nada mais eram que três bichinhos virtuais, curiosamente chamados de: Lindo, Absoluto e Demais.
            Alice quase caiu desmaiada.


CONTINUA

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

CAPÍTULO 4 - UM MUNDO PERFEITO?

ALICE NO FUNDO DO POÇO

EPISÓDIO DE HOJE:

UM MUNDO PERFEITO?



Baixa Autoestima: A baixa auto-estima é caracterizada por uma percepção negativa de si mesmo. Pode ser expressa por crenças como ?eu sou um fracasso?, ?eu não sirvo para nada? ou por uma sensação de incapacidade ou menos valia que é muito difícil de a pessoa conseguir traduzir para si e para os outros.

          Sabe quando você acorda de bom humor e tudo fica magicamente lindo? Bem, eu sei, você sabe, mas há bastante tempo que Alice não se lembrava como era essa sensação.
            — Jamais imaginei que um dia estaria na casa do Gato. Tudo é tão lindo, que me sinto feia... — Alice foi entrando sem ao menos alguém abrir a porta, não comandava mais suas atitudes, apenas seguia ordem da adolescente fanática e diabólica recém-liberada de seu interior.
            — Paradinha aí querida! — disse uma voz suave e assexuada.
            — Aonde você pensa que vai? — Uma segunda voz, agora mais grave.
            — Mas que desastre é esse que meus olhos estão vendo? Queria estar morta! — A terceira, e última voz, era totalmente feminina.
            — Quem são vocês? — Alice fez a mais óbvia das perguntas, mas não havia mais o que perguntar.
            — Me chamo Lindo!
            — Eu sou Absoluto!
            — E eu Demais!
            Alice perdeu o dom da fala. Aquele trio causava uma mistura de medo e escárnio, cada palavra tinha sua própria coreografia, cada olhar possuía uma pose de modelo internacional. Aquilo não podia ser sério.
            — Muito prazer, eu sou Alice Maravilha, colunista da conceituada revista “No Fundo do Poço”. Tenho uma entrevista marcada com o Gato e não posso perder tempo com vocês.
            — Fofinha, isso é impossível. O Gato não recebe pessoas com problemas de baixa autoestima! — respondeu o Lindo que era só crueldade. — Essa roupa você pegou emprestada com o elenco de Barrados no Baile?       
            — Alice Maravilha? — debochou Demais — Obrigada Deus por este dia! Queridinha, me diga, onde está escondida a sua maravilha?
            Alice baixou os olhos, estava se sentindo uma ridícula, mas no fundo achava aquele trio infinitamente pior. Olhou para Absoluto, o único que não tinha se manifestado, o rapaz tinha a expressão de uma porta, era indecifrável.
            — E você? Não tem nada pra me dizer? — desafiou Alice.
            — Você é uma feia. — respondeu Absoluto.
            — Eu não sou feia... Só tenho uma beleza diferente...
            — Que bonitinho, eu acredito em você... E você? Acredita em você? — desafiou Absoluto.
            — Se quer mesmo falar com o Gato, precisa fazer jus ao seu nome. É de seu interesse ficar um pouco mais confiante, bonita? — perguntou Demais. O que Alice podia fazer? Queria ser aceita e, portanto, aceitou.
            Fechou os olhos.
            Luzes de gelatina, cheiro de chiclete de morango, pipocas coloridas explodiam. A sala era uma pista de dança. Coelhos dançarinos flutuavam ao som de uma música envolvente.
            Era tudo lindo e ela já se sentia linda também.
            De repente, uma fileira de espelhos surgiu em sua frente. Todos com formatos diferentes e aroma de hortelã. Cada espelho refletia uma nova Alice. Alice linda. Alice magra. Alta. Loira. Negra. Homem... Homem? Seu “Eu” masculino era interessantíssimo. Tinha olhos expressivos e sorriso angelical. Ela já estava apaixonada. Apaixonada e confusa, afinal de contas estava amando seu próprio Eu! Aquilo era se amar? Sim... Ela se amava.
            — EU ME AMO! — gritou uma jornalista louca e hipnotizada, no meio de uma rua movimentada. Quanto tempo estava parada ali, namorando a casa de um artista decadente? Não fazia ideia. Já era a segunda vez no mesmo dia que tinha sonhos lúdicos e esse clichê já a estava preocupando.
            Envergonhada, descontrolada e, até mesmo, um pouco assanhada, correu em direção a casa e tocou a campainha.
          Não foi recebida por coelhinhos extravagantes, mas sim por uma governanta idosa e simpática. A casa também não tinha pipocas, gelatinas ou gatões saindo de espelhos, não que isso significasse ser aquela uma residência normal. Todas as paredes eram estampadas com fotos do antigo cantor. Alice tudo fotografava, tudo tocava, tudo queria.
            A governanta saiu em busca de um café para a visitante, ou seja, uma fanática incontrolável estava sozinha na sala de seu ídolo.
            — Preciso me controlar. — Sentou-se no cafona sofá de couro, cruzou os braços e as pernas. O coração disparava a ponto de sufocá-la. — O que será que tem no lixo do Gato? — Sem nenhum nojo, ou mesmo bom senso, passou a revirar a lata de lixo. — Quanto lenço de papel... Será que o Gato está resfriado? Coitadinho... — E muito animada guardou aquele lenço nojento no bolso do vestido.
            Um alarme disparou.


ÓBVIO QUE CONTINUA