terça-feira, 26 de agosto de 2008

Minha Estranha Familia Estranha

"Meu avô, que era de Minas, casou-se com a minha avó, que era Pernambucana. Eles tiveram meu pai no Paraná e também já moraram em São Paulo. Quando eu fui entregue a eles, morávamos no Rio de Janeiro, oito anos depois mudaríamos para o Paraná..."

O meu avô adorava inventar coisas de madeira. Fazia de bancos à patinetes, de patinetes à Carros... E quando eu aparecia com uma novidade as outras crianças faziam fila pra conseguir suas feitorias. Uma vez ele fez uma série de banquinhos, que começava com um grande e ia diminuindo até terminar num minúsculo, inútil, porém fantástico mini-banquinho.


A Avó costumava costurar, era o seu hobby. Fazia colchas de retalho. Não eram bonitas, mas de certa forma tinham o seu valor. Também fazia uns panos rendados, esses eram lindos, ela ficava toda feliz quando recebia elogios por eles, tanto que fazia questão de engoma-los e exibi-los a todos que passassem pela rua. Assim como os banquinhos, os panos rendados eram de vários tamanhos. Mesmo por que meus avós se completavam!


Enquanto meu avô mexia com madeira e minha avó com panos, o meu pai preferia mexer com a minha mãe, por isso brigavam tanto. Minha irmã parece estar indo pelo mesmo caminho...


Eu sempre fui mais alheio a todos esses problemas. É loucura demais pra mim que já tenho as minhas... Certa vez, cansado de todas as brigas de casa, eu decidi que ia embora. Comecei a juntar dinheiro para voltar para o Paraná, onde viveria de arte, nem se fosse pra virar um palhaço de rua com trancinha no cabelo, essa atitude me rendeu alguns prêmios:


- Risadas incrédulas de minha irmã.


- A Tv de 29 polegadas que minha mãe tirou da caixa e botou no meu quarto pra me agradar.


- Uma série de ocupações dadas por meu pai. Segundo ele eu estava triste e sem o que fazer, por isso precisava ocupar meu tempo!


Ocupar o tempo! Assim que me mudei para o Rio, meu pai parecia decidido a fazer com que eu ocupasse o meu tempo. Acabou me matriculando na Capoeira, onde o máximo que eu consegui foi me expor ao ridículo, ficando sem camisa e dando cambalhotas; Depois entrei para o Kung Fu, e eu odiava acordar cedo pra frequentar os treinos. Um dia dei tantos murros num pneu velho que fiquei com a mão doendo pelo resto da semana; Também cheguei a trabalhar de cobrador para um tio meu, mas eu tinha problemas em dar trocos, a matemática nunca foi o meu forte, e nem faço questão que seja! Depois de deixar vários passageiros descerem sem pagar passagem, eu me botei no meu lugar e vi que aquilo não era pra mim!


Para o meu bem, meu pai deixou eu seguir o meu destino... Não completamente, por que nem tudo são flores, e se fossem não seria muito diferente, porque flores são coisas inúteis!


Minha mãe é um camelô ambulante. Ela vende perfume, ela vende roupa, ela vende alimentos, um dia ele vende os filhos, mas talvez isso a levasse a falência... Mas é uma ótima pessoa, muito batalhadora, mesmo quando não precisa...



Minha irmã mais velha (e única) passou a vida me pentelhando, mas depois que nos tornamos adultos acabamos nos entendendo melhor, mesmo por que agora ela tinha ganhado um cúmplice. Que Cúmplice! Ela tem um gênio forte, forte mesmo. É o tipo de pessoa que briga COM você, deseja sua morte, mas no outro dia briga POR você e enfrenta quem estiver na frente. Toda essa coragem desaparece perto de coisas bobas, como tomar vacina, ainda estou rindo de todo drama mexicano que fez para tomar a vacina de Rubéola!


Eu também não sou nada que se possa dizer: Nossa como o Diego é normal! Mesmo por que falar sozinho, se estressar com objetos e passar o dia inteiro pensando abobrinha, não é coisa de gente normal!

OU SERÁ QUE É?
"Somos todos malucos. Quem não quer ver malucos, deve quebrar os espelhos."
(Voltaire)

22 comentários:

  1. Da um roteiro de filme heim ... tipo família Do-Ré-Mi

    ResponderExcluir
  2. haha adorei seu post, primeira vez que vejo seu blog haha mas achei muito bom mesmo, sua familia é muito normal, vc também é muito normal e me identifiquei especialmente com sua irmão por que eu também sou a irmã mais velha, folgada pra caramba e morro de medo de vacina, fiquei com tanto medo da de rubeula que meu braço ficou doendo quase uma semana de tanto que fiquei tensa, e ainda falei pra infermeira quando ela aplicou a vacina: e ainda dizem que não doi, e a lagrima quase saindo dos olhos haha

    parabéns, vc escreve muito bem, e falou tanto de sua familia que acho que vc deve amar e ser muito próximo dela ein

    grande beijo

    ResponderExcluir
  3. aí kara, valeu a visita lah.....se pod me dizer como registrar a minisérie lah do meu blog???
    ^^

    quanto ao post.....mto legal
    xD

    ResponderExcluir
  4. o.k, valeu por responder
    ^^
    pode deixar que estarei qaki mais vezes
    xD

    ResponderExcluir
  5. mudanças são boas ou ruins depende do espirito das pessoas...uma familia "nômade" costuma passar severas dificuldades de adptação, e bem por isso, costuma ser mais unida!!!

    passa lá

    http://blogdocleidemar.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  6. Repito um de seus comentários.' Um roteiro de filme', haha.

    Uma delícia de família, ^^

    Agradeço o comentário lá no 'Cultivando', grata.

    Beijos.

    ResponderExcluir
  7. Pois é caro amigo. Fiz uma cagad* qq qd fui postar no meu blog Cem Anos de Diversão (acompanhe tb, ele é mto bom).
    Deu pau e enquanto espero melhoras..fiz outro.

    já tomei a vacina.
    DÓI!

    www.semminisaia.blogspot.com

    www.cemanosdediversao.blogspot.com

    ResponderExcluir
  8. Nossa ta muito massa seo blog lek gostei dos post e zaz so novo por aqui passa la no meo e coments???


    add in favoritos se puder =]]

    ResponderExcluir
  9. Realmente, uma família um tanto quanto diferente hehe xD

    []'s

    Musikaholic

    ResponderExcluir
  10. Meu reconheci muito com esse texto, minha familia, nem se fala, ainda mais pela parte de mãe... e axo que todos nós somos um pouco meio doidos com uns parafusos a menos, mais é claro que existem os um pouco mais malucos que os outros, meu caso por exemplo, minha mãe sempre fala, se tem problema?!
    ai ai, ainda bem que ñão sou normal!
    abraços!

    http://wallnosekai.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  11. Loucura!
    adorei quero uns baquinhos pa eu tumein =D

    ResponderExcluir
  12. Pode deixar que só colocarei receita fácil no blog! Não sei fazer nada difícil mesmo! rsrsrsrs
    Obrigada pela visita!
    Abs.

    http://odeiocozinhar.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  13. Hag, gosto muito da forma como vc detalha as coisas...
    A minha familia tbm tem muitas historias, quem sabe qualquer dia revelo nossas insanidades para o mundo...
    Obrigada pot ter nos add aos seus favoritos,Lini e Matheus agradecem!
    Bjim
    :*

    ResponderExcluir
  14. No fim, nenhuma familia é normal
    ahuahahuahuhau
    fazer o q...

    ResponderExcluir
  15. Diiiiiiiii...demorei mas passei pra dar uma olhadinha...e comno tudo que vc faz....bom demais...
    Família neh....sempre uma loucura!
    mas toda história é assim...muitas piras e uma hora ou outra as coisas se acertam, depois fodem de novo...mas sempre arrumamos algo de bom...
    na verdade preferia que teu pai naum tivesse te arrumado tantas ocupações e q seu plano de volta ao Paraná desse certo, e que seu rumo fosse Jacaré...rsrsrrsrs...
    mas enfim...vamos deixar as coisas seguirem o rumo que têm que seguir...

    Mooooorrrrrroooooo de saudades...

    Aparecerei mais vezes por aki...
    BjO**

    ResponderExcluir
  16. locura...

    http://www.alien-subzero.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  17. Oi Diego, preciso tc contigo. Gostaria de saber mais sobre seu avô. Ele veio de Minas ou do interio do Rio? Procure desvendar isso. Acredito que ele seja um dos filhos do meu Bisavô. É uma única família que se originou aqui no BRasil há 4 ou 5 gerações atrás. Meu último tio avô vivo (Salino Rosa Agues) diz que parte da família foi para o PAraná. Ele foi registrado Agues, pode? Mas o nome certo é HAgs.
    Responda-me assim que puder. Quero catalogar tudo.
    Ah, inclusive ele (Salino) tem bastante foto antiga.
    Peça ao seu pai ou ao seu avô, caso esse último esteja ainda vivo, espero que sim, para confirmar esses dados.
    Ah, o nome do pai do Salino é Justino e do avô é Hypolito Hags.
    E mais, tem uns irmãos do tio que foram morar em Mantena-MG. Eles já são mortos, porém a família continua lá. Tenho contato com eles. Quando vc souber de alguém com sobrenome Agues, podes crer, é parente.
    Grande abç!
    Ana

    ResponderExcluir
  18. Deixa um recado no meu blog com teu e-mail, caso queira contactar. Eu não salvarei pra que não o torne público.

    ResponderExcluir